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09/11/2017 - Artesp

Mais de 20 mil pessoas já passaram pela experiência do Rodovírtua em ações educativas realizadas este ano pela Artesp em 54 municípios

Pelo segundo ano consecutivo, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) está no ranking das 100 empresas mais inovadoras no uso de TI no país. O estudo anual é feito pela IT Mídia, em parceria com a PwC, que classifica e premia os projetos mais inovadores no uso de Tecnologia da Informação (TI) por categoria de mercado. A Artesp entrou no ranking “100+ Inovadoras no Uso de TI” com o projeto “Rodovírtua” – óculos de realidade virtual carregados com vídeos que simulam situações de risco ao volante. Ao passar pela experiência, a pessoa sente-se como se estivesse dentro do filme, e vivencia a ação como um motorista que adota comportamentos de risco e passa por situações arriscadas ao volante. A premiação foi entregue na noite da última terça-feira (7/11) e o projeto ficou em segundo lugar na categoria “Setor Público”.

Atualmente os óculos estão carregados com filmes que abordam duas situações arriscadas, porém ainda comuns no trânsito: o uso de celular ao volante e a perigosa combinação de álcool e direção – comportamentos para os quais a Artesp busca aumentar a conscientização dos condutores. Os filmes abordam a participação do fator humano, sempre presente nos acidentes de trânsito, por isso a importância de atuar com foco no comportamento dos motoristas. O Rodovírtua é projeto desenvolvido pela Artesp em parceria com o DER/SP – Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo. “Temos que ser criativos e inovadores para impactar as pessoas em meio a tanta informação e estímulo que recebemos diariamente. Vimos que o Rodovírtua tem se mostrado uma ótima ferramenta, principalmente nas cidades menores onde os óculos de realidade virtual e filmes em 360º ainda não são muito difundidos, o que desperta o interesse do público”, avalia Elizabeth Alves, superindentente de comunicação da Artesp que esteve à frente do desenvolvimento dessa ação.

Desde janeiro, mais de 20 mil pessoas em 54 municípios já foram impactadas pelas ações educativas que a Artesp realiza com o equipamento por meio de parcerias com Prefeituras, escolas, universidades, postos de combustível e serviços, empresas privadas, concessionárias de rodovias e shoppings, entre outras instituições. Interessados em realizar eventos com atividades do Rodovírtua podem fazer a solicitação através do e-mail artesp@artesp.sp.gov.br, informando o local da ação, o público estimado e a data pretendida.

André Luis Pina, assessor de TI da Artesp recebe Prêmio da IT Mídia pelo projeto do Rodovírtua

Mais inovações

No ano passado, a Artesp ganhou o Prêmio 100 + Inovadoras no Uso de TI 2016, na categoria Setor Público pela utilização de tablets para agilizar a fiscalização de mais de 7 mil quilômetros de rodovias paulistas concedidas. Alguns dos itens verificados nessa fiscalização em tempo real são o funcionamento de call boxes (telefones de emergência), de câmeras de monitoramento, da central de controle operacional, monitoramento do sistema de pesagem, conservação de rotina (como poda de áreas ajardinadas, por exemplo), conservação emergencial (como reparos de buracos na via), entre outros.

No momento da fiscalização, os problemas encontrados pelo agente são registrados no tablet e o relatório é enviado imediatamente para a sede da Artesp, possibilitando, assim, que a concessionária seja acionada rapidamente para tomar as medidas necessárias. Antes da adoção dos tablets era preciso escrever um relatório a ser enviado por malote à Agência, que fica na capital paulista, processo que demorava alguns dias.

Aplicativo “Eu Vi”

A Agência também disponibiliza o aplicativo para smartphones “Eu Vi” para que os usuários possam fazer fotos ou vídeos de 10 segundos que serão georeferenciados para registrar irregularidades como buraco no asfalto ou placas danificadas, por exemplo. Em seguida, ele poderá fazer um comentário relatando a ocorrência ou sugestão. O registro é enviado diretamente para a Artesp, que aciona a concessionária responsável pela rodovia para solucionar o problema. Todo o processo tem o acompanhamento da Agência, que verifica o cumprimento dos prazos contratuais para o reparo da não conformidade registrada pelo usuário da via.

SOBRE A ARTESP

A Artesp – Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo – regula e fiscaliza o Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo. A atuação da Agência compreende 7,9 mil quilômetros de rodovias administradas por 22 concessionárias. A Agência também regula e fiscaliza o transporte coletivo intermunicipal de passageiros no Estado de São Paulo. A ARTESP recebeu hoje uma carta-compromisso da IFC (International Finance Corporation), braço do Banco Mundial, demonstrando interesse em financiar o vencedor da licitação internacional do Trecho Norte do Rodoanel Mário Covas. A carta foi recebida pelo Diretor Geral da Agência, Giovanni Pengue Filho, que está em road show na Europa justamente para apresentar o projeto de concessão à investidores internacionais. “O interesse do IFC em participar do projeto também como eventual financiador sinaliza para o mercado que o projeto tem condições de financiabilidade e que, para bons projetos, não há escassez de recursos como vimos nos resultados dos dois leilões de rodovias paulistas já realizados esse ano”, avalia Giovanni em referência aos lotes Rodovias do Centro-Oeste Paulista e Calçados licitados com ágios de 138% e 438%, respectivamente, sobre os valores mínimos de outorgas.

O leilão do Trecho Norte será no dia 10 de janeiro, na sede da B3 (ex-BM&F/Bovespa). Poderão participar da concorrência empresas nacionais, estrangeiras, fundos de investimentos e entidades de previdência complementar – isoladamente ou em consórcio. O edital completo está disponível para os interessados no site da Artesp: www.artesp.sp.gov.br. O projeto prevê investimentos de R$ 581,5 milhões para a operação do anel viário ao longo dos 30 anos de concessão. A disputa se dará pela maior oferta de outorga, considerando o valor de R$ 462.367.014,00 como lance mínimo.

Garantia contra riscos

Em julho, a MIGA (Agência Multilateral de Garantia ao Investimento), instituição do Grupo Banco Mundial, já havia emitido carta de interesse para oferecer garantias contra riscos não-comerciais para investimentos de capital próprio e de dívida no projeto do Trecho Norte do Rodoanel. A garantia da instituição inclui violação de contrato, expropriação, inconvertibilidade cambial e restrição de transferência, bem como riscos relacionados a transtornos civis.

Seguranças contratuais

A modelagem usou como base os critérios já adotados nas outras duas licitações de rodovias paulistas realizadas esse ano, com regras claras que permitem a participação de novos perfis de investidores e amplia a segurança jurídica e econômico-financeira dos projetos. Assim, a concessão do Trecho Norte prevê um sofisticado mecanismo de proteção cambial que reduz os riscos para o investidor que captar recursos em moeda estrangeira. Também há a possibilidade de assinatura de contrato tripartite entre o poder concedente, a concessionária e o financiador, com regras de step in para que o financiador possa assumir a administração, ainda que temporariamente, em situações de inadimplência contratual da concessionária, além de normas para sua eventual substituição e critérios claros de compensações para as partes. São medidas que melhoram as condições de financiabilidade do projeto.

Especialmente para a concessão do Trecho Norte foi elaborado um inédito mecanismo de garantia com liquidez, prevendo que 28% da outorga fixa só será liberada junto com a Licença de Operação do primeiro segmento do Trecho Norte, quando a concessionária iniciará, efetivamente, suas atividades na rodovia. O saldo restante, 72%, será liberado em dezembro de 2019, deduzidos eventuais valores que atestem reequilíbrio econômico-financeiro. A liquidez também foi ampliada com previsão de retenção de 12 meses de outorga variável que, ineditamente, será de 15% e poderá ser usada para eventuais reequilíbrios.

Outra prática dessa nova rodada de concessões rodoviárias paulistas, agora também adotada no Trecho Norte do Rodoanel, é a redução dos requisitos de qualificação técnica com possibilidade de subcontratação qualificada. Esse critério possibilitou, por exemplo, a participação de um fundo de investimentos nas concessões paulistas – caso do Pátria Investimentos (via Fundo III de Infraestrutura) que, em março deste ano, arrematou o Lote Rodovias do Centro Oeste com lance de R$ 917,2 milhões relativo à primeira parcela de outorga da concessão, configurando ágio de 130,89% sobre o lance mínimo.



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